segunda-feira, 26 de abril de 2010

Adote um amigo

Bom galera, esse post é algo meio diferente do que estão acostumados...
Mas é aquela velha história, ao invés de comprar, adote um amigo...

Esses filhotes são filhos da minha cadela Nina (um labrador negro), que desapareceu depois de uma semana dos filhotes terem nascido, enquanto ela passava uma temporada na chácara para ter espaço pra ela ter os filhotinhos, e do Bidu (um cocker spaniel caramelo), que foi doado porque nos mudamos para um sobrado apertado e ele era um cão que precisava de muito espaço e também já estava velhinho demais para ficar trancado numa garagem...

Nina

Bidu

Depois disso ter acontecido, nós fomos ao sítio, buscamos os rebentos que tinham poucos dias de vida, demos comida pra eles na mamadeira e tomamos todas as providências para que ficassem fortes e saudáveis, para que quando chegasse a época certa serem encaminhados para um lar e serem doguinhos felizes. Por mim, ficava com todos, mas aqui em casa o espaço é nulo e eu ainda tenho dois gatos encrenqueiros que minha família trouxe de viagem antes de ficarem sabendo do que aconteceu com a Nina...
Os cachorrinho puxaram as feições do Bidu, todos eles tem orelhinhas compridinhas e crespas, mas são brincalhões como a Nina, alguns deles comem sentados (o que é muuuuuuito engraçado)...

A ninhada veio com 8 filhotes, 5 fêmeas e 3 machos, dois filhotes caramelo já foram doados neste sábado.

Mamãe postiça


Comidinha (leite Nan, enriquecido com gema de ovo e creme de leite)

Deixando a ninhada junta para dormirem depois de comer...

Vou postar fotos mais recentes dos cachorrinhos amanhã, nessas eles tinham apenas duas semanas, mas fica a dica... Quem quiser um cachorrinho é só me ligar ou deixar um recado no orkut ou no twitter (@DayseSchutz), que eu respondo imediatamente e já mostro os filhotes pela câmera ou passo o endereço para conhecerem os filhotinhos...

Acho que é isso, up no máximo amanhã como fotos atualizadas...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Igualdade

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio
- Caetano Veloso

Pra quem não sabe, hoje, 19 de abril, é o dia do Índio, que me lembro com nostalgia da época da escola, das pinturas no rosto, das penas de papel que coloríamos na classe, era fantástico. Mas não é dos índios exatamente que eu quero falar...

Coloquei esse trecho de uma das minhas músicas prediletas, do incrível Caetano Veloso, onde ele diz que nos surpreende, não aquilo que é exótico, mas aquilo que nos é óbvio e está oculto. Quantas vezes desprezamos aqueles que são tão iguais a nós, mas os julgamos diferentes por causa do formato dos olhos, da cor da pele, do gênero, da orientação sexual, dos seus vícios ou costumes?

O problema do ser humano é a cegueira para reconhecer outro ser humano. Criamos um hábito tão arraigado que temos uma sacola cheia de rótulos onde etiquetamos as pessoas por determinada característica e depois as atiramos nas bacias no comum. Existem várias classificações: negros, brancos, fumantes, não fumantes, alcoolatras, depressivos, doentes, drogaditos, roqueiros, macumbeiros, ateus, cristãos, maloqueiros, homens, mulheres, crianças, xiitas, comunistas, capitalistas e por aí vai.

E onde ficam as pessoas no meio de tantas classificações? Quem já parou para ouvir a opinião individual de alguém que pertence à algum grupo diferente daquele à qual você pertence? Quando paramos para falar com alguém que faz parte de um grupo totalmente diferente do nosso, percebemos que elas continuam pessoas e que se identificam conosco, que possuem demônios internos tão cruéis quanto os nossos, que têm anseios e esperanças como nós. Isso nos torna tão iguais, que chega a ser ridículo fazermos questão de estarmos em ambientes hermeticamente fechados impedindo a influência de outros grupos e filosofias.

A riqueza está no coletivo, e até que ponto queremos aprender com o coletivo? Como podemos nos tornar mais sábios se não queremos aprender com outras sabedorias e conhecimentos, não falo de irmos peregrinar no Tibet, desvendar os mistérios dos Astecas, fazer duzentas especializações, não que essas coisas não sejam absolutamente interessantes, mas quanto conhecimento você já tirou do Zé da Pipoca, do homem que varre a rua, do porteiro do prédio, daquele vizinho idoso que sequer sabe o nome? Esses têm tanto para ensinar, mas fazemos questão de esquecer que experiência de vida é uma sabedoria única que não se aprende sem contato e sem troca, e perdemos isso quando estamos encarceirados no individualismo.

Temos que ter certas coisas na cabeça para podermos bradar que todos somos iguais. Até qual ponto você crê nesta afirmação?

Acho que é isso, ando pensativa com certas coisas...

Aí vai uma música veeeeeeeelha, de um cara que já foi famoso, se alguém se interessar...



http://www.youtube.com/watch?v=g8v5twPc-io&feature=related
Estava aqui dando bons conselhos a mim mesma...

Alice no País das Maravilhas