segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ali

ali

ali
se

se alice
ali se visse
quanto alice viu
e não disse

se ali
ali se dissesse
quanta palavra
veio e não desce

ali
bem ali
dentro da alice
só alice
com alice
ali se parece
 
- Paulo Leminski

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Férias (ou não)

Férias, férias... Eu deveria estar na praia curtindo aquela queimadura de segundo grau ímpar, na casa de praia dos meus avós ou da Adriana. Poderia estar na casa dos parentes distantes no interior do estado de Santa Catarina, brincando com aqueles primos malucos dos meus pais, poderia estar viajando com algum amigo. Esse era pra ser o ano em que eu conheceria finalmenta São Tomé das Letras - MG ou o Nordeste brasileiro...

Mas não, estou trabalhando, vou ter folga nos feriados e tals, mas no fim vou acabar em Curitiba mesmo, curtindo a companhia da família todas as noites, já que os amigos estarão fora e aqui a solidão está comigo nessa época... Mas que seja, o negócio é ser feliz e descobrir novas formas de gastar o salário...

^^

É isso aí, desculpem o desabafo...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Fim de ano

Fim de ano. Igrejas cheias, amor no coração, decorações natalinas exageradas nos shoppings, empresas dando férias coletivas aos funcionários. Até fico emocionada.

Não sei exatamente o motivo, só sei que nunca fui exatamente fã do natal, Papai Noel sempre me pareceu um velho pedófilo (deve ter sido esse o motivo de meus pais terem passado muita vergonha comigo quando era criança quando eles me faziam tirar foto com o 'bom velhinho'). Quando íamos à igreja ficavamos horas sentadas naquele banco olhando o pastor falar e falar, depois, quando já estávamos em casa era aquele deus nos acuda pra preparar a ceia até a meia noite, era triste, tios e tias na cozinha, aquela criançada chorando, outra parte dormindo pelos cantos. Antes de comermos tínhamos que fazer aquela oração imeeeeeeeensa, ler aquele texto bíblico imeeeeeeenso, aí quando estava na hora de comer ou eu estava morrendo de sono ou de tédio, logo eu nunca apreciei exatamente uma ceia de natal por achar todo o processo até a comida, lento, doloroso e extremamente tediante.

A pior parte do natal, é que os presentes, pelo menos na minha família, são só abertos no dia 25 de manhã, e isso nos (as crianças) deixava extremamente irritados, pois depois de todo aquele processo éramos obrigados a dormir e esperar hooooooooras até chegar a melhor hora, melhor hora em teoria, acordavamos empolgadassos, eu abria os meus presentes e adivinha: roupas e sapatos ¬¬'... Mas hoje em dia piorou, eu ganho os presentes adiantados e no dia de natal ganho uma lembrancinha, chocolate geralmente, e ainda sou obrigada a assistir os longos cultos de celebração, as longas leituras da bíblia, e as longas orações, que são agravadas com o fato de que agora, por ser maior de idade, sou obrigada a lavar a louça e guardar o que sobrou da ceia embrulhado em filme plástico em refratários de vidro. Realmente a pior parte do natal é a completa ausência de pessoas na internet, o que torna o processo ainda mais frustrante.

O ano novo também é uma desgraça, nunca dá certo aquilo que você combina com as pessoas, ou alguém não vai, ou ficamos presos em congestionamentos, ou chegamos à praia e está tudo lotado e você tem medo de entrar na água por causa da quantia de bêbados que estão lá e você não consegue nem fazer idéia de quanta urina há no mar, geralmente você está lá no reveillon com um povo que você nem curte tanto porque aquela viagem com os amigos mixou... Quaaaaaaaaaaando o que foi combinado com a galerinha dá certo, você está na praia perfeita, com o visual perfeito, esperando aqueles 15 minutos de fogos de artíficio perfeitos, cai aquele pé d'água e, você e mais todo mundo ficam frustrado, aí você bebe o que levaram, carrega algum bêbado pra casa, e na manhã do dia 1º você tem que aturar um babaca da casa ao lado estourando fogos as 6 da manhã cantando músicas de ano novo. É uma droga, lembrando o fato de que as únicas baladinhas que funcionam são aquelas que você não tem dinheiro nem coragem para pagar...

Eu sei que hoje é dia 10 de dezembro, que ainda faltam 14 dias para esse sofrimento começar, mas precisava deixar a minha revolta aqui registrada. Fazia um tempo que eu não postava nada decente, então como o estresse das aulas terminaram, resolvi vir aqui e expôr meus sentimentos quanto a esses dois feriados que estão por vir.

Bom gente, esse é o espírito do dia, pois tenho que arrumar a decoração natalina aqui da loja onde trabalho...

=/

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Malucos

Bem perto de mim
Não vou deixar pedaços meus
Pra todo lado e aqui

Vem, segure a minha mão
Vamos juntos entrar em decomposição
Quem ouviu a nossa prece?
Qual santo que merece
Ter o nosso perdão?

O mundo está parando
Mas nem presto atenção
Qual é a novidade
Qual é a nova invenção?

Pato Fu

"E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito para não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu

E você não pode lutar contra as lágrimas que não virão
Ou o momento de verdade em suas mentiras
Quando tudo se parece como nos filmes
É, você sangra apenas para saber que está viva"

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um fim de tarde...


Bom, essa é minha primeira postagem aqui...Permitam-me apresentar-me...sou Alice Lua e é uma honra poder estar participando do blog...eu estou com problemas de auto-estima com relação ao que escrevo, mas estava morrendo de vontade de escrever aqui...então briguei comigo e aqui estou eu!

Disseram pra gente que era hora de crescer...largamos as bonecas e os lápis de cor, colocamos roupas apertadas e sapatos desconfortáveis e fomos ganhar o que parecia ser mais importante que qualquer outra coisa: dinheiro.

Fico feliz por nem todo mundo ser assim...não troco meus lápis de cor por nada, mas por outro lado, tive que trabalhar para comprá-los...isso me indigna! Por mais que se queira fugir, sempre se corre pra isso...

Esses pensamentos me vieram quando eu voltava pra casa, de uma reunião de trabalho que durou a tarde toda..cabeça cheia e cansada...preocupação...e etc...a vida chata de uma quase adulta que não quer crescer...daí vi duas meninas jogando vôlei, uma cena comum... e senti um aperto no peito, queria largar a minha bike e ir lá jogar também...eu nunca fui boa em esportes, é verdade, mas me assusta o fato de crescermos e darmos tremendo valor a mente...o corpo é, ou fonte de preocupação na doença, ou fonte de tristeza quando não está "em forma"...e o que se faz? Se vai para a academia, fazer exercícos nada divertidos...seria melhor brincar de amarelinha...ou pular corda...

Eu queria que a vida fosse jogar vôlei no fim de tarde com os amigos...mas todos estão ocupados...e essa coisa de adulto me chateia, não estou disposta a ser... sou Alice pra sempre...
Mas sinto saudades do ensino fundamental, do jogo de cortar, em que eu ficava sempre num canto com medo da bolada uashiushiahsauis

E definitivamente foi a cena mais linda do dia, aquelas duas meninas jogando volei, numa paz... depois da angustia e dos pensamentos, senti aquela paz também....eu ainda sou uma criança...e você?

Alice Lua

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sufoco

Me alcance um lenço de papel, por favor...

... não quero me afogar nas minhas lágrimas

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Azul

Acordei em um dia azul, cor mais estranha para pensar logo ao acordar, olhei pro céu lá fora vi que ele estava cinza, depois tomei meu café da manhã e ao me deparar com o relógio eu percebo que acordei uma hora atrasada e que parece loucura, mas as vezes eu tenho medo desses meus lapsos de perdida no tempo. Eu sei que não tem nada a ver, mas sei lá né... Eu nunca me atraso, nunca erro, nunca esqueço de um compromisso e como hoje em plena terça-feira eu me atraso assim? Bom sei lá, mas quem souber me avisa.



Mas que seja, vim aqui para falar do azul e não do meu atraso. O azul me faz lembrar de tantas coisas, me faz lembrar das coisas boas da minha infância, das tardes perdidas em frente ao mar com os meus amigos queridos, me faz lembrar do aconchego da cama do meu irmão, me lembra do cabelo azul (que a Ana diz que era roxo) da Anatália, me lembra de tantas coisas boas, me traz uma sensação de paz tão gostosa.

E a sensação de alegria que ele traz, aquela vontade de dar um mergulho em estilo "bomba" em uma piscina junto com os seus amigos, lembra toalha enrolada no corpo no fim da tarde perto de uma cachoeira, lembra abraço de melhor amigo, lembra beijo estalado na bochecha, lembra selinho escondido.



Lembra raspa de brigadeiro, lembra aquele restinho de limonada esquecido na geladeira que sobrou do almoço e você descobre quando chega em casa morrendo de sede, lembra pão francês com mortadela ao chegar em casa depois da praia, lembra passeio no parque com o cachorro em dia de sol, lembra família reunida pro natal, lembra presente no dia das crianças quando você não espera, lembra piscadinha cúmplice em um jogo de truco, lembra dormir na rede numa tarde de domingo, lembra colo acolhedor de namorado, lembra aquela febrezinha que você teve e não precisou ir pro trabalho e teve o dia todo livre pra ficar de bobeira.

Lembra as risadas do Vitor, as pernoites na casa da Giane, os abraços do Jean, os papos nerds com o Felipe, as compras com a Daiana, os passeios com a Simone, as cartas recebidas da Ana, lembra as gargalhadas da Ana (minha irmã), lembra o violão do Jonni, as brincadeiras da Luana, os jogos de ping-pong da Luma, a ironia da Cinthia, a afobação da Gisleine, os cafunés do Diego, os conselhos do Douglas, das dancinhas da Luana, das piadas de duplo sentido do Nerick, das críticas da Bianca... Me lembra de tanta gente que eu nem consigo enumerar, mas são essas pessoas que vêm primeiro na minha cabeça...

Azul não é a minha cor favorita, mas com certeza é uma cor feliz...

domingo, 29 de novembro de 2009

Companhia

Foto que me faz lembrar do final de semana passado, tão agradável, tão perfeito... As coisas entre nós parecem tão certas que as vezes eu tenho medo de que eu acorde e seja apenas um sonho... Te quero do meu lado por muito tempo, e que sejamos um para o outro a mão que nos segura e o coração que nos entenda. Saudades imensas de matar tempo com você e poder conversar de coisas triviais, espero que sejamos sempre assim...

sábado, 28 de novembro de 2009

Jean Pacher, pequeno grande amigo nerd

O Jean é a pessoa com quem eu mais eu briguei na minha vida, detalhe pro fato de que a gente sempre foi amigo. Já tivemos briga de tapa, de xingamento, de mágoas, mas a gente nunca ficava bravo por mais de uma semana, um dos dois sempre vinha pra pedir desculpas e falar que pisou na bola...
Lembro como se fosse hoje dos escândalos na rua que faziam ele ficar vermelho de vergonha;
Das conversas na escadaria da Mattos;
Dos meus incansáveis pedidos de "pai me dá uma bala ou eu vou chorar";
Da vez memorável que eu caí num buraco na frente do Ferreira Neto, que a Gi se matava tentando me ajudar e o Zulu e  Jean só riam da minha cara de besta;
Das vezes que a gente jogou ping-pong juntos;
Das decorações de natal do shopping que ele derrubou e a gente tomou um mijão do guardinha;
Das conversas sobre anime e computadores;
São tantas coisas que eu me lembro que meu peito até aperta ao lembrar desse AMIGÃO que tantas vezes me segurou pra eu não entrar em desespero, que nunca tinha bons conselhos pra me dar, mas que salvou a minha vida com essa falta...
Um amigo que me carregava nas costas e falava que meu gato era massa, que comia bolinho de chuva e torrada com margarina na minha casa, que fazia pipoca rebolando de um jeitinho ímpar, que falava de coisas estranhas comigo por horas a fio...
Que me fazia rir toda a vez que ficava rindo das suas próprias piadinhas, que me esmagava no seu abraço de gigante, e nunca tinha balinhas pra me dar, parceirão de truco, parceirão de matar aula, de quem eu ouvi tantas vezes que beber não era legal e tomava chá enquanto a galera tava tomando vinho no Bistek, que ria da Luma bêbada caída no chão enquanto eu tentava recolher ela daquela situação deplorável...
O salão da Luma lá no KC nunca mais seria o mesmo depois de nós...

Saudades imensas de me sentir pequenininha do seu lado...

Lembrando da quantidade de asneiras que fizemos juntos eu penso em como a nossa amizade é boa demais, poderia falar por horas a fio sobre você e como você faz essa criaturinha que aqui escreve feliz com as suas piadinhas e seus papos de robótica...

Sempre que você precisar da filhote eu estarei aqui...

Um abração com direito a rodopios e batidas das minhas pernas em pilares e momentos de imensas gargalhadas depois...

Da sua Cherrie, nem sempre equilibrada, nem sempre feliz, mas que daria um braço por você, um viva para o meu pequeno grande amigo do peito.

Beijão!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Extra, extra! Mulher maluca troca suas lembranças por um saco de pirulitos!

Pois então, venho através deste declarar a morte da velha Dayse... Aquela Dayse que muito conheceram como uma garota problemática que tinha o dom de fazer as coisas do jeito errado... Seria sensato escrever um epitáfio, portanto aqui escreverei o meu, que com 19 anos 3 meses e 1 dia resolve definitivamente se tornar uma mulher brilhante que está vendendo as suas lembranças da outra vida por um saco de pirulitos, de preferência os de coração...

Aqui jaz eu mesma que já não sou mais
Aquela que até ontem se lamentava de suas recordações
Aquela que até ontem tinha medo de ser feliz
Aquela que até ontem se privava de prazeres por medo de ser recriminada
Aquela que até ontem calculava todos os perigos antes de entrar em uma jogada
Aquela que até ontem não tinha coragem de dizer não
Aquela que até ontem não era aquela que é hoje
Descanse em paz para que a outra possa ficar tranquila

Eu sei que tudo isso é ridículo, mas precisava ter dado um fim nas minhas pulsões de morte e aprender a viver plenamente. Hoje todas as minhas memórias não me parecem mais assustadoras, são memórias de alguém que não sou mais, lembranças que não quero mais de uma pessoa que não sou mais.

Hoje me declaro mulher, uma mulher que eu sempre desejei ser quando crescer... Ainda mantenho a menina dentro de mim, para alegrar meus dias, para me fazer rir enquanto brinco. Aquela menina que muda de voz quando imita alguém, que dá risada quando não pode, mas ao mesmo tempo uma grande mulher, adulta e feliz por ter se tornado livre, que olha nos olhos e que sabe a hora de largar os betes, mas ao mesmo tempo aquela que vai lutar com unhas e dentes por aquilo que acredita.

Hoje me declaro a mulher que todos acharam que nunca surgiria, estou me sentindo orgulhosa por ter quebrado as crenças de muitas pessoas e provado que eu sou melhor do que muita gente imagina.
Me declaro que já não sou a mesma de ontem.

É isso aí.

domingo, 15 de novembro de 2009

Armário de bagunças

É estranho se dar conta de que muitas vezes não conseguimos tirar as nossas máscaras nem para as pessoas que amamos. Como guardamos as coisas que sentimos lá no fundo do nosso ser e temos uma dificuldade enorme para tirá-las de lá.
Me sinto como um armário de bagunças fechado a muito tempo, qualquer pessoa que tentar abrir vai ser soterrado por tudo que há lá dentro. As vezes eu tenho vontade de arrumar a minha vida, jogar fora as coisas ruins, organizar por ordem de importância as coisas boas e deixar uma caixa no chão com a etiqueta "arrumar um lugar para isso" caso eu não saiba onde colocar as coisas.
Hoje tentei abrir mais um pouco da porta desse armário e mostrar um pouco daquilo que sou, estava tirando de lá as lembranças felizes da minha vida, consegui tirar algo aqui e algo ali, mas de repente uma força que não é minha fechou essa porta e disse que não era pra mexer com o que tava quieto. Tentei esmurrar a porta, puxar o trinco com todas as minhas forças para que ela se abrisse, mas não consegui mais, minha vontade foi sentar e chorar, afinal eu estava presa para fora da minha própria vida.
Quero tanto mostrar aquilo que eu sou de verdade, mostrar as coisas que existem dentro de mim, mas algo me impede o tempo todo. Acho que minhas máscaras criaram vida e não querem mais permitir que eu tenha a minha. Não pensem que eu estou reclamando da minha vida, no geral sou alguém feliz e bem resolvida. Mas eu tenho curiosidade de saber o que existe por baixo de todas as eus que mostro.
As vezes eu me olho no espelho e vejo que no fundo dos meus olhos há alguém querendo sair, mas me sinto tão longe, vou tentando abrir as portas, pular janelas, aproveitar as frestas, mas os obstáculos da frente são sempre maiores que os já ultrapassados, tenho todas as forças para encará-los, mas não vejo a hora que isso tudo acabe e eu possa descobrir quem eu sou lá no fundo mais fundo da minha alma. Talvez eu me depare comigo mesma e veja que o que julgo serem máscaras sejam eu mesma, mas não posso viver de suposições, preciso de certezas, quero por um fim a essa dúvida que me assombra....

Não tenho mais muito para falar, mas precisava compartilhar isso com alguém que se interesse por ler as coisas que escrevo.

Vítor, uma mão para segurar


São 10:26 da manhã de domingo, hoje eu realmente deveria estar respondendo um questionário de 36 perguntas sobre gravidez para a aula de amanhã da professora Renate, mas não está fluindo, então resolvi vir finalmente postar no blog, porque eu vivo postergando e na hora que eu vejo ele já está desatualizado. Mas enfim, não foi pra falar disso que eu estou aqui sentada na minha cama, ainda de pijama, e com a cabeça agitada a mil...

Ontem, ou melhor hoje, fui dormir lá pelas 4:30 da manhã, motivo? Fiquei conversando com o Vitor sobre o peculiar relacionamento que temos. Tenho certeza que fazemos bem demais um para o outro e mesmo que estejamos separados por uma distância que chega a doer as vezes, passamos mais tempo felizes um ao "lado" do outro, que momentos infelizes. Juntos temos o dom do riso fácil, da conversa que flui, e de longos debates sobre o cotidiano, conversas tão bobas e que me fazem tão feliz.

Horas de telefone por dia, e-mails lindos na caixa de entrada, mensagens mandadas pelo celular só para alegrar o dia do outro, tão próximos, tão íntimos. Nutrimos cada a dia mais respeito e admiração um pelo outro. Óbvio que eu não poderia deixar de estar feliz com um sentimento tão sublime. Como é estranho me pegar escrevendo isso, justo eu que sempre fui meio desiludida e desinteressada por isso que as pessoas chamam de amor, apesar de eu ter um eu-lírico romântico, nunca acreditei que fosse possível viver algo assim tão intenso e tranquilo, oh céus, como estou feliz...

É tudo tão novo, me sinto uma criança explorando o mundo pela primeira vez, uma criança que descobre pela primeira vez o sabor de uma bala de iogurte, pra ter idéia do meu semblante de satisfação, todas as coisas que faço tenho vontade de compartilhar com ele, os meus sonhos mais grandiosos, como as minhas monumentais idéias de jerico. Eu sei que parece estranho, porque eu não consigo ser exatamente um poço de romantismo e delicadeza, eu juro que tento, mas nem sempre é tão simples assim....

Juntos descobrimos que romances mamão com açúcar, não são tão sem graça assim, todos os dias rimos dessas coisas, narramos o que vemos na rua, o que comemos no café da manhã, ou as coisas que vemos e nos deixam chateados. Compartilhamos muitas coisas juntos, pequenas ilusões lidas em um jornal, coisas achadas no meio de velharias, coisas tão cotidianas que me estranha o fato de ele ser a primeira pessoa com quem eu passo mais tempo conversando sobre aquilo que é considerado trivial.

Me sinto tão feliz por isso, a cada coisa que eu descubro dele eu fico mais feliz e mais apaixonada, ele é a mão que me segura e o coração que me entende. Ninguém entende como isso pode acontecer, mas eu sei que acontece entre nós, mesmo longe estamos sempre em sintonia, um pensa em falar com o outro e instantes depois o celular está tocando, um está se sentindo feliz e quando conversamos descobrimos que o outro estava feliz pelo mesmo motivo. Talvez seja tudo uma grande coincidência, mas nesse caso prefiro acreditar que coincidências não existem.

Eu sei que essa postagem é diferente do que eu costumo escrever, mas faziam dias que estava para postar algo sobre o Vítor, que está sendo tão fundamental na minha vida esses últimos tempos. Nossa história tem sabor de fruta madura, ao mesmo tempo que somos cúmplices, amigos, parceiros, existe aquele algo a mais que nos deixa morrendo de desejo de estar perto. É tão bom, mas tão bom, que quero que dure por muito tempo. Literalmente inexplicável. Te quero muito e te quero agora.

É isso aí...

sábado, 31 de outubro de 2009

Anatália, a companheira

Não há uma maneira certa de descrever essa garota, ela é simplesmente diferente de todo mundo que eu já conheci. No início, quando ouvi falarem da Ana eu pensei que ela seria uma garota metida que estava apenas tentando roubar o meu lugar no meio das pessoas que eu amava. Chorei tanto em saber que o Murillo escolheu uma pessoa tão igual a mim para namorar que pensei que meu coração explodiria de tanto ódio.
Um belo dia essa garota me manda um scrap no orkut com uma música do Engenheiros do Hawaii (banda pela qual eu sou apaixonada), se eu não me engano com um trecho de 'Até o fim' que na época estava no meu perfil, não entendi muito bem o motivo, mas ao invés de detestá-la, como sempre pensei que aconteceria se eu tivesse contato com ela o que eu tive foi um amor à primeira vista. Eu simplesmente me apaixonei por ela e nunca mais eu conseguiria esquecê-la...
Trocamos tantos e-mails, tantas idéias por messenger que é como se a gente se conhecesse a décadas, sempre tem um e-mail dela na minha caixa de entrada, e é tão bom saber que ela existe e que se eu falar que meu mundo caiu porque um inseto morreu amassado embaixo do meu caderno ela vai entender se eu disser que me senti arrasada por não ter tomado cuidado com uma vida tão mais frágil que a minha.
Ela tem sido meu porto seguro, o meu amparo nos momentos de tristeza, mas a gente compartilha muitas coisas felizes juntas. Sempre que acontece alguma coisa é ela a primeira pessoa pra quem eu quero contar e a que vai entender perfeitamente o que eu to sentindo. É perfeita simetria, irmãs, amigas, futuras psicólogas, virginianas, iguais no jeito e nos anseios.
A cada carta dela eu rio e choro, a cada vitória eu comemoro e a cada derrota eu me sinto arrasada. Poderia passar dias falando sobre tudo que essa pessoinha significa para mim, ela é simplesmente umas das melhores pessoas que eu conheço e aquela por quem eu ofereceria a minha força para lutar com ela ou por ela. Sem nunca termos nos visto, posso dizer que é a única pessoa que eu posso prever uma ação, não que ela seja previsível, mas como eu me conheço, posso presumir o que ela vai sentir ou pensar.
Românticas incontroláveis, simplesmente sonhamos com um mundo que talvez nunca exista, mas que é muito real em nossas idéias, a cada dia que passa eu tenho mais vontade de dar um upa gigante nela e dizer pra ela não se sentir sozinha porque ela tem a mim e eu a ela. Todas as pessoas podem virar as costas pra mim, mas eu sei que se eu gritar ela vai aparecer pra me salvar e pra me defender.
Ana eu te amo muito, e sei que toda a nossa história está apenas começando, ainda vamos viver muitas coisas uma ao lado da outra e vamos ter grandes histórias pra contar pros netinhos. Você é a minha coisa mais fofa, por quem eu seria capaz de dar a minha felicidade para não te ver triste. Em todos os momentos eu penso em você e como seria bom te ter por perto. Queria te contar tudo, mas nos falta tempo e dedos para digitarmos//escrevermos todos as nossas emoções e preocupações.
Talvez alguém esteja lendo e possa pensar que sou apaixonada por ela, mas não é paixão não, é uma admiração profunda que transcende qualquer emoção descritível. Flor mais linda do meu coração, você me faz ver que não to sozinha nessa empreitada.
É isso aí.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ruminando

Ultimamente eu ando pensando bastante nas coisas que sobrevieram sobre mim nessas últimas semanas. Eu fico remoendo e remoendo o mesmo assunto e parece que é impossível encontrar uma solução pra isso.

Sinto saudades de pessoas que eu nunca vi, amigos tão importantes e que me fazem tão bem, mas que moram tão longe de mim. A solidão realmente está presente no meu dia-a-dia, olho para as pessoas tão felizes em sua ignorância que eu as invejo profundamente, apesar de saber que eu jamais seria a pessoa indicada pra ser feliz plenamente, já que muitas coisas que eu vejo me entristecem, o mundo não parece mais tão acolhedor quanto era quando eu tinha 5 anos e caçava joaninhas na árvore que tinha atrás da casa onde eu morava na época.

Sentar e conversar não parece algo difícil, mas o tempo todo parece que somos atirados para nossas rotinas que o trivial passa a ser luxo. Não sei o motivo, mas eu sempre penso nisso. Esses últimos dias ando investindo muito tempo escrevendo cartas para uma amiga muito querida, e conversando com um amigo muito importante ao telefone, eu sei que estou atolada de coisas para fazer e terminar, mas para a minha sanidade eu preciso compartilhar com as pessoas o que eu estou sentindo, nem que seja para dar risadas de coisas sem noção ou falar sobre a verdade do universo.

Um dia desses, voltando pra casa, o ônibus que eu pego sempre passou por uma revoada de pombos e alguns deles se espatifaram no vidro, aquela cena realmente me atordoou. Ver os pombos caídos no chão quando eu olhei para trás me fez pensar um coisa que fazia tempo que eu não pensava, a nossa rotina, muitas vezes nos obriga a andarmos a toda o vapor e muitas vezes temos que passar por coisas importantes e sem darmos conta fazemos com que elas espatifem na nossa armadura sem ao menos entender o objetivo dessas coisas existirem. Quantas coisas eu perdi? Quantos pombos eu matei com a minha proteção? Talvez eu não consiga medir o estrago, mas gostaria de poder fazer as coisas com mais cuidado pra não destruir o que é importante pra mim...

Esse post é estranho porque eu estou num momento estranho, os meus sonhos e meus ideais estão meio abalados, então preciso escrever coisas aleatoriamente pra poder me sentir tranquila e segura daquilo que estou fazendo.

É isso aí..
Estava aqui dando bons conselhos a mim mesma...

Alice no País das Maravilhas