domingo, 15 de novembro de 2009

Vítor, uma mão para segurar


São 10:26 da manhã de domingo, hoje eu realmente deveria estar respondendo um questionário de 36 perguntas sobre gravidez para a aula de amanhã da professora Renate, mas não está fluindo, então resolvi vir finalmente postar no blog, porque eu vivo postergando e na hora que eu vejo ele já está desatualizado. Mas enfim, não foi pra falar disso que eu estou aqui sentada na minha cama, ainda de pijama, e com a cabeça agitada a mil...

Ontem, ou melhor hoje, fui dormir lá pelas 4:30 da manhã, motivo? Fiquei conversando com o Vitor sobre o peculiar relacionamento que temos. Tenho certeza que fazemos bem demais um para o outro e mesmo que estejamos separados por uma distância que chega a doer as vezes, passamos mais tempo felizes um ao "lado" do outro, que momentos infelizes. Juntos temos o dom do riso fácil, da conversa que flui, e de longos debates sobre o cotidiano, conversas tão bobas e que me fazem tão feliz.

Horas de telefone por dia, e-mails lindos na caixa de entrada, mensagens mandadas pelo celular só para alegrar o dia do outro, tão próximos, tão íntimos. Nutrimos cada a dia mais respeito e admiração um pelo outro. Óbvio que eu não poderia deixar de estar feliz com um sentimento tão sublime. Como é estranho me pegar escrevendo isso, justo eu que sempre fui meio desiludida e desinteressada por isso que as pessoas chamam de amor, apesar de eu ter um eu-lírico romântico, nunca acreditei que fosse possível viver algo assim tão intenso e tranquilo, oh céus, como estou feliz...

É tudo tão novo, me sinto uma criança explorando o mundo pela primeira vez, uma criança que descobre pela primeira vez o sabor de uma bala de iogurte, pra ter idéia do meu semblante de satisfação, todas as coisas que faço tenho vontade de compartilhar com ele, os meus sonhos mais grandiosos, como as minhas monumentais idéias de jerico. Eu sei que parece estranho, porque eu não consigo ser exatamente um poço de romantismo e delicadeza, eu juro que tento, mas nem sempre é tão simples assim....

Juntos descobrimos que romances mamão com açúcar, não são tão sem graça assim, todos os dias rimos dessas coisas, narramos o que vemos na rua, o que comemos no café da manhã, ou as coisas que vemos e nos deixam chateados. Compartilhamos muitas coisas juntos, pequenas ilusões lidas em um jornal, coisas achadas no meio de velharias, coisas tão cotidianas que me estranha o fato de ele ser a primeira pessoa com quem eu passo mais tempo conversando sobre aquilo que é considerado trivial.

Me sinto tão feliz por isso, a cada coisa que eu descubro dele eu fico mais feliz e mais apaixonada, ele é a mão que me segura e o coração que me entende. Ninguém entende como isso pode acontecer, mas eu sei que acontece entre nós, mesmo longe estamos sempre em sintonia, um pensa em falar com o outro e instantes depois o celular está tocando, um está se sentindo feliz e quando conversamos descobrimos que o outro estava feliz pelo mesmo motivo. Talvez seja tudo uma grande coincidência, mas nesse caso prefiro acreditar que coincidências não existem.

Eu sei que essa postagem é diferente do que eu costumo escrever, mas faziam dias que estava para postar algo sobre o Vítor, que está sendo tão fundamental na minha vida esses últimos tempos. Nossa história tem sabor de fruta madura, ao mesmo tempo que somos cúmplices, amigos, parceiros, existe aquele algo a mais que nos deixa morrendo de desejo de estar perto. É tão bom, mas tão bom, que quero que dure por muito tempo. Literalmente inexplicável. Te quero muito e te quero agora.

É isso aí...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Estava aqui dando bons conselhos a mim mesma...

Alice no País das Maravilhas